24 de janeiro de 2012

PP deve entrar no governo Colombo


Está praticamente sacramentada a entrada do Partido Progressista no governo de Raimundo Colombo. E não é de se estranhar pois desde o início do atual mandato o partido vem dando apoio às reformas e projetos de leis encaminhados pelo governador à Assembléia Legislativa.

O acordo passa pelas eleições municipais deste ano. Dependerá das alianças e dos resultados em cidades como Florianópolis, onde César Souza Júnior (PSD) busca João Amin (PP) para ser seu vice, bem como a manutenção das alianças e dos governos de Itajaí, Lages e Chapecó. O tamanho da participação do PP no governo estadual deve ser definido com o seu tamanho nas urnas em outubro. Uma das secretarias que são cogitadas é a de Turismo, Cultura e Esporte, atualmente ocupada por César Souza Júnior.

A entrada do PP na administração Colombo abre um novo espectro político em Santa Catarina, pois, pela primeira vez na história, PMDB, PSDB, PSD (ex-DEM e ex-PFL) e PP estarão no mesmo barco. É praticamente consenso que Raimundo Colombo vai se reeleger em 2014, portanto, é interesse de todos os partidos a participação no governo nos próximos anos para poderem manter ou ampliar os seus espaços no estado.

O cenário vai sendo delineado, com uma ampla aliança apoiando Raimundo Colombo rumo à reeleição em 2014, enfrentando Cláudio Vignatti, o indicado do PT, que deve se aliar a partidos menores. Vignatti talvez não consiga ganhar da poderosa máquina que a aliança governista terá nas mãos, mas certamente vai construir o seu nome para chegar forte na eleição de 2018. Projetando-se uma reeleição de Raimundo, PSD, PMDB, PP e PSDB devem brigar com unhas e dentes para montarem a chapa de sucessão em 2018, o que poderá provocar desgastes e descontentes, facilitando o cenário para o PT.

Algumas questões, entretanto, ficam em aberto e só descobriremos com o passar do tempo.

- Como ficaria a disputa pelo Senado em 2014? A vaga será a de Raimundo Colombo, eleito em 2006, que deixou como suplente Casildo Maldaner, e pelo poder de fogo do PMDB é improvável que este aceite não lançar um nome para o Senado. Então, é possível que a vaga de vice-governador fique com outro nome, como Paulo Bauer (PSDB), abrindo espaço para que o suplente César Souza (PSD) vire Senador. Será?

- O PP participa como protagonista nas eleições estaduais há 40 anos, desde os tempos de Arena, PDS, PPR e PPB. Será que os progressistas aceitariam ficar sem um candidato majoritário ao governo ou ao Senado? E como fica João Pizzolatti que tem tentado estadualizar o seu nome?

É tudo um exercício de futurologia, de modo que tudo isto não passa de hipótese. Política não é uma ciência exata, entretanto é plenamente possível avaliar os cenários futuros num ambiente político tão favorável ao atual governador. Quem viver verá.

1 comentários:

  1. Gostaria de saber e até mesmo compreender o que leva certas pessoas defenderem o nome de Cláudio Vignatti a candidatura para o cargo de Governo do Estado. Tenho certeza que o Estado de Santa Catarina não merece essa afronta, com a possibilidade de cogitar o nome de uma pessoa tão insignificante e desqualificada para comandar o rumo de nosso Estado.

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