Quem me acompanha via Twitter viu que nesta semana fiz alguns questionamentos ao senador Cristóvam Buarque (PDT-DF). O ex-candidato a Presidência da República tem uma bandeira muito importante que é a educação. Todavia sempre fiquei intrigado em como implantar as ideias revolucionárias por ele defendidas.Postagens Recentes
30 de janeiro de 2010
Questionando Cristóvam Buarque
Quem me acompanha via Twitter viu que nesta semana fiz alguns questionamentos ao senador Cristóvam Buarque (PDT-DF). O ex-candidato a Presidência da República tem uma bandeira muito importante que é a educação. Todavia sempre fiquei intrigado em como implantar as ideias revolucionárias por ele defendidas.28 de janeiro de 2010
A evolução dos jingles nas campanhas presidenciais
1960 - OS JINGLES QUE NOS LEVARAM AO REGIME MILITAR
Pelo ritmo das músicas confirma-se que na época o Brasil ainda era muito ligado ao militarismo. Jânio Quadros venceu e renunciou depois de 7 meses pensando que o povo clamaria pela sua volta. O povo não clamou e João Goulart assumiu. Jango era trabalhista e famoso por suas ligações com Cuba. Para impedir grandes mudanças no país, criou-se o Parlamentarismo dando poder ao Primeiro Ministro Tancredo Neves. Em 1963 um plebiscito decidiu pela volta do Presidencialismo e João Goulart retomou o poder par implantar as "reformas de base", algo que não agradava a classe média. Em 1° de abril de 1964 os militares tomaram o poder com grande apoio da sociedade.
Jânio Quadros (PTN) apareceu com Varre-Varre Vassourinha para acabar com a sujeira em Brasília. Foi o candidato da honestidade contra os que ele qualificava como corruptos.
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Ciro Gomes (PPS) foi para 2002 numa aliança com partidos da esquerda moderada com parte do PFL. Com um discurso contra o governo, mas mostrando experiência e bom senso chegou a aparecer em segundo lugar nas pesquisas. Seu destempero fez a sua campanha perder força na reta final.
A evolução dos jingles nas campanhas presidenciais
24 de janeiro de 2010
UNESCO: Brasil regride no ranking da educação
Os números da ONU mostram que na questão da repetência no ensino fundamental o Brasil está na frente apenas de 13 países do continente africano. Aqui o índice de reprovação chega a 12,1%. A taxa de matrícula nos primeiros anos do ensino fundamental caiu de 95,6% em 2005 para 93,5% em 2007 e o número de alunos que chega à quinta série caiu de 80,5% para 75,6%. Outros dados preocupam como a permanência na sala de aula. Especialistas defendem 6 horas diárias, enquanto o Brasil atinge em média 4,5 horas. Mas isso não é o pior. Segundo a UNESCO dos 195 mil estabelecimentos de ensino do país, 17,8 mil não tem energia elétrica, 37% carecem de biblioteca e 10% não contam nem com banheiro.
Cabe ao Brasil debater as suas prioridades educacionais. Enquanto o governo Fernando Henrique Cardoso ficou conhecido por priorizar a universalização do ensino básico e a diminuição do analfabetismo com a implantação do FUNDEF, do Bolsa Escola e da Lei de Diretrizes e Bases da Educação, a gestão do PT preferiu focar seus esforços no ensino superior e técnico através das universidades e institutos federais, além do PROUNI. O ideal seria que o Estado tivesse capacidade para investir em todos os níveis de ensino sem distinção, mas sabemos que isso ainda não é possível e é por isso que fica difícil entender a escolha do PT pelo ensino superior. A visão míope do governo Lula fez com que o já problemático ensino fundamental não recebesse a atenção necessária dos governos. Este fato aliado aos problemas sociais tem um efeito perverso sobre aqueles que mais se identificam com o presidente, os pobres.
O Brasil precisa repetir experiências de sucesso como a Coréia do Sul, onde a revolução econômica e social se baseou nos maciços investimentos nas escolas de educação básica. A lei exige que todo sul-coreano passe no mínimo 8 anos na escola e o diferencial está na estrutura do ensino. Todas as escolas de ensino fundamental são públicas, 50% do ensino médio é privado e 100% do ensino superior é pago, até mesmo nas universidades públicas. E para não dizer que há discriminação com os pobres, o governo distribui bolsas de estudo pela meritocracia. Quem tira notas boas é recompensado pelo Estado, criando assim um clima competitivo que fez o país sair da miséria para o primeiro mundo. Já no Brasil a estrutura é completamente diferente. O governo investe muito no ensino superior, pouco no fundamental e médio, deixa a iniciativa privada atuar em todos com pouquíssimos incentivos e na prática discrimina milhões de brasileiros que não podem pagar um bom colégio particular.
UNESCO: Brasil regride no ranking da educação
18 de janeiro de 2010
Direita chilena derrota teoria da transferência de votos. E o Brasil?
O último domingo, 17 de janeiro de 2010, foi um dia histórico para o Chile. O dia em que, depois de 20 anos no poder, a coalizão de centro-esquerda chamada de "concertación" perdeu a eleição para a Presidência da República. O milionário Sebastián Piñera foi o primeiro presidente de direita eleito em cinco décadas e quebrou o ciclo esquerdista que vem desde 1990, quando findou a ditadura do general Augusto Pinochet.
O cenário do Chile e do Brasil é diferente, mas podemos traçar um paralelo interessante. A peculiaridade da eleição de Piñera foi o fato do governo da presidente Michelle Bachelet contar com 80% de apoio da população, uma prova de que aprovação pessoal não é sinônimo de transferência de votos para o candidato ungido. E mais, quem representou o governo Bachelet na eleição foi o ex-presidente da República entre 1994 e 2000 e ex-presidente do Senado entre 2006 e 2008 Eduardo Frei, ou seja, uma pessoa com alto gabarito e boa avaliação entre os chilenos. No Brasil, Lula, também com seus 80% de aprovação, tirou do bolso Dilma Roussef, uma pessoa que nunca se candidatou a nada e que não tem nenhuma vivência político-eleitoral. Aposta na transferência de votos para dar prosseguimento ao projeto petista de poder.
Outra similaridade entre a eleição chilena e a brasileira é o terrorismo do partido governista, chamando a oposição de anti-democrática e atrasada. Lá, o governo tentou colar em Piñera a imagem da ditadura de Pinochet e propôs à população a comparação dos últimos 20 anos com os 17 do ditador. Aqui, o PT tenta colar em José Serra a imagem ex-presidente Fernando Henrique Cardoso que, apesar de não ser, é propagado há 7 anos como o presidente da herança maldita.
Por fim, é importante salientar que o novo presidente chileno venceu tendo um "recall" eleitoral de 2005, quando ele foi candidato e perdeu para Bachellet. Nessa eleição ele começou a campanha na frente e terminou com a vitória depois de pregar a continuação dos programas sociais e o aprimoramento dos investimentos em infra-estrutura e eficiência do Estado. No Brasil José Serra sustenta a liderança em todas as regiões do país porque, entre outras coisas, foi candidato a presidente em 2002. Naquele ano Serra perdeu para um Lula que hoje conta com 80% de aprovação. E qual o discurso do tucano até outubro? Continuar o que está dando certo e avançar nas áreas onde o atual governo não investiu como saúde e reformas estruturais.
A vitória da oposição não está garantida no Brasil, mas é muito mais provável do que uma continuidade governista. Nem a comparação com o passado, nem o terrorismo eleitoral e muito menos os 80% de aprovação do presidente são garantias de uma vitória petista. O Chile é o maior exemplo.
Veja abaixo o principal vídeo da vitoriosa campanha de Sebastián Piñera no Chile:
Direita chilena derrota teoria da transferência de votos. E o Brasil?