21 de março de 2012

Rio de Janeiro e Santa Catarina em 1926

O vídeo abaixo é um achado histórico. Trata-se de uma filmagem em preto e branco e muda que gravou a viagem do então Ministro da Viação e Obras Públicas Victor Konder entre o RJ e SC. Na época o presidente era Washington Luís.

As imagens são impressionantes. Mostram um Rio de Janeiro praticamente imperial, com Copacabana e Leblon com ruas estreitas de terra e praias não aterradas. O bairro da Urca, hoje ao lado do Pão de Açúcar, simplesmente não existia, pois trata-se de um aterro proveniente da retirada do Morro do Castelo no Centro da cidade. 

A chegada a Florianópolis não pôde ser filmada pois se deu à noite, sendo impossível captar imagens com a câmera da época. No dia seguinte, porém, registrou-se o centro da cidade, sem o aterro da Beira-Mar e com a Ponte Hercílio Luz recém inaugurada.

Passa-se então a Blumenau, com ruas de terras e pouquíssimos habitantes, e posteriormente a Itajaí. Na cidade natal do ministro as margens do rio eram de areia, como se fossem dunas. Vê-se imagens do Centro também, quando o mesmo foi visitar a casa de sua mãe Dona Adelaide Konder, com intensa movimentação popular.

Ao final do vídeo, duas imagens históricas. Na primeira, Dona Adelaide reunida com os quatro filhos: o Ministro da Viação Victor Konder, o Governador do Estado Adolfo Konder, o deputado e intendente de Itajaí Marcos Konder e o Adido Comercial do Brasil na América do Norte Arno Konder. Na segunda imagem aparece a nova prefeitura de Itajaí, inaugurada um ano antes, em 1925.

É interessante destacar também o medo que se tinha de viajar de avião numa época em que não existiam computadores e tudo era feito de forma quase que artesanal. Entre as frases do filme, lê-se:
"O Ministro da Viação, Dr. Victor Konder dando um bello exemplo de confiança na aviação, como meio de transporte, resolveu visitar a sua terra natal embarcando num hydro-avião ATLANTIC, a cujo bordo já havia viajado o chanceller allemão LUTHIER quando visitou a América do Sul."
Outro destaque a ser feito é para a língua portuguesa utilizada na época, como visto acima. Também vê-se escrito "Pharól de Itajahy" no lugar de "Farol de Itajaí".

Vale a pena assistir!


CURIOSIDADES

Adolfo Konder, que aparece no vídeo como então Governador do Estado, é pai de Elisabeth Konder Reis e avô de Antônio Carlos Konder Reis, que nos anos 70 e 90 foi governador do estado também.

Todos os Konder citados são nomes de ruas, avenidas, escolas, estádios, estações de trem, hospitais em toda Santa Catarina, além do Aeroporto Internacional de Navegantes (Victor Konder).

Irineu Bornhausen casou-se com Maria Konder Bornhausen, neta de dona Adelaide Konder. Irineu foi prefeito de Itajaí e virou governador nos anos 50. Do casamento nasceu Jorge Konder Bornhausen, que foi senador, governador e exímio articulador político, e Paulo Konder Bornhausen, foi deputado estadual na época que o pai governava o estado, e posteriormente virou banqueiro. Como é sabido, Paulo Roberto Barreto Bornhausen é filho do ex-senador Jorge, neto do ex-governador Irineu.

A família Konder inteira sofreu com a Revolução de 30 e foi praticamente banida da política na era Vargas. Somente após o fim da ditadura do Estado Novo recuperaram espaço através da UDN. Posteriormente, com o bipartidarismo, foram para a ARENA, que se transformou em PDS, até partirem para fundar o PFL nos anos 80. O partido foi transformado no Democratas, e em 2011 foram para o dissidente PSD.

Em defesa de Santa Catarina, por Raimundo Colombo*


O vídeo abaixo é, na minha opinião, um dos poucos exemplares em que podemos nos orgulhar da atitude e do discurso de um político. Ontem, na audiência pública que o Senado promoveu para debater a cobrança de ICMS sobre as importações, Raimundo Colombo fez uma defesa clara e enfática de Santa Catarina, digna de aplausos.

Para quem não sabe, a questão é que nos últimos anos Santa Catarina e alguns outros estados como o Espírito Santo ofereceram incentivos fiscais às empresas que importassem através de seus portos. O produto que passa por SC paga menos ICMS que em outros estados. Em virtude disto, dezenas de empresas se instalaram por aqui, tanto para produzir, quando apenas para efetuar a logística das mercadorias.

Por pressão do governo de São Paulo e da FIESP, o Senado quer aprovar, por resolução, a unificação das alíquotas do ICMS de importação dos estados. Assim, São Paulo ganharia enormes vantagens sobre as outras unidades da federação, por ser o estado mais industrializado do país. Segundo projeções, Santa Catarina perderia 10% da sua arrecadação, algo na ordem de R$ 100 milhões mensais, abrindo um enorme rombo nas contas públicas e comprometendo investimentos e reajustes salariais de professores e policiais. Isso sem falar no êxodo de empresas e empregos que pode ocorrer, prejudicando enormemente a nossa economia e a qualidade de vida dos catarinenses.

O bode expiatório da FIESP é dizer que o baixo ICMS de SC e alguns outros estados prejudica a indústria nacional à medida em que o produto importado substitui o fabricado aqui. Mas é justamente o contrário que o governador Raimundo Colombo fala no vídeo abaixo. Vale a pena assistir!


* GOVERNADOR DO ESTADO DE SANTA CATARINA

20 de março de 2012

Em defesa de Santa Catarina, por Jandir Bellini*

Santa Catarina precisa da união de todos para enfrentar a resolução 72, que ameaça nossa economia com estagnação e desemprego. Sob a falsa argumentação de que se trata de uma guerra fiscal, querem derrubar no Congresso os benefícios fiscais que Santa Catarina e mais 13 Estados brasileiros legitimamente implantaram para atrair importações e gerar desenvolvimento, emprego e renda.

Trata-se, na verdade, de uma legítima competição fiscal dos portos brasileiros com reflexos no preço final dos produtos para o consumir brasileiro e até mesmo para o controle da inflação.

Santa Catarina investiu cerca de R$ 2,5 bilhões para modernizar e ampliar seus terminais portuários, nos últimos quatro anos, com expressivos resultados para o desenvolvimento do Estado e da região. A competição fiscal dos portos promoveu o desenvolvimento regional, aumentou a arrecadação e contribui para o crescimento do PIB do Brasil, sem prejuízo claro e objetivo a São Paulo, de acordo com estudos da Fundação Getúlio Vargas.

Nenhum porto brasileiro sofreu queda na movimentação de volumes por causa da política fiscal adotada por alguns Estados. Mesmo São Paulo, que não pratica incentivos fiscais para importados, registra contínuo e significativo crescimento nos últimos anos em seu complexo portuário.

São Paulo responde por mais de um terço (36%) do total importado pelo Brasil. Ou seja, São Paulo importou mais do que Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina e Minas Gerais juntos, em 2011. E mais: 85% das importações brasileiras são de bens de capital (máquinas e equipamentos) e insumos para a indústria. Produtos acabados que chegam pelos portos de SC e outros Estados que praticam políticas de competitividade fiscal não chegam a 10%.

Como prefeito de Itajaí, que possui o segundo maior porto em movimentação de contêineres do Brasil, tenho o dever de advertir que, se a resolução 72 passar, nossa cidade vai perder 20% da sua arrecadação de ICMS, cerca de R$ 40 milhões por ano, sem contar a terrível perspectiva de desemprego.

Para Santa Catarina, a estimativa de redução na arrecadação é assustadora: R$ 2,5 bilhões por ano. Para os municípios catarinenses, serão menos R$ 625 milhões em repasses de ICMS. Esta é uma luta dos catarinenses, suprapartidária, de empresários, trabalhadores e da classe política, tendo à frente o governador Raimundo Colombo e a representação catarinense no Congresso.

*PREFEITO DE ITAJAÍ

Números da Volvo Ocean Race


Foto de Patrick von Hebert
Quase todos os hotéis de Itajaí, Balneário Camboriú e Itapema estão com as reservas passando de 90% de ocupação. Nos hotéis de luxo não há mais vagas. Turistas já estão fazendo reservas em Florianópolis e Barra Velha para vir a Itajaí conferir o evento.

A página da VOR no Youtube tem 7,1 milhões de visualizações, enquanto no Facebook são mais de 112 mil seguidores.

A perna entre Auckland e Itajaí é a maior do evento, com quase 12,5 mil quilômetros de distância acompanhados via internet e televisão.

A chegada a Itajaí será transmitida para o mundo inteiro, com a previsão de que atinja, de alguma forma, 1 bilhão de pessoas. Já a saída de Itajaí será em direção a Miami, o que dará destaque na mídia norte-americana.

O evento terá uma feira de negócios náuticos no Centreventos de Itajaí, reunindo a nata do empresariado brasileiro neste setor.

Para a população terão atrações na Race Village, além de diversos show musicais gratuitos como Paralamas do Sucesso, Dudu Novre, Jorge Aragão, Nando Reis, Mart'nália, entre outros.

Graças ao evento Itajaí ganhou um novo píer, uma área urbanizada ao lado do Centreventos, um novo teatro para 400 pessoas, sinalização bilíngue pela cidade, nova iluminação em algumas avenidas, asfalto novo nas principais vias, além do tratamento acústico do centreventos e da ampliação do Píer Turístico.

Mesmo com todos estes números, tem petista dizendo que é só uma "festa com uns barquinhos" que será vista por umas 5 mil pessoas da alta sociedade. Seria inveja do governo alheio?

Considerações ao Sr. Cacau Menezes


Na coluna de sábado o colunista Cacau Menezes criticou o fato de a Volvo Ocean Race ser realizada em Itajaí com apoio do dinheiro público. 

Primeiramente é preciso esclarecer que a prefeitura não deu dinheiro ao evento, mas apenas realizou obras que ficarão para a infra-estrutura da cidade, como a Race Village e seu píer, o centro de convenções do Centreventos, as obras de acústica do local, as obras de iluminação nas principais avenidas como na Oswaldo Reis e na Praia Brava, o tapete preto pela cidade, as novas calçadas, a ampliação do Píer Turístico, além dos projetos turísticos, esportivos, ambientais e culturais em torno do evento. Ou seja, a prefeitura criou condições para a Volvo Ocean Race, para a população e para futuros eventos que farão a nossa economia girar e crescer, além de melhorar a auto-estima do itajaiense. 


Cacau é contra? Parece. Mas ele não critica quando o governo dá dinheiro para realizar o desafio das estrelas de kart, para soltar fogos de artifício no réveillon da Beira Mar, para torrar em fantasias do carnaval da Nego Quirido, entre outros eventos que a high society manezinha participa, normalmente comprando camisetas caríssimas nos seus camarotes.

É compreensível a sua crítica, afinal em Itajaí ele não tem regalias. Felizmente ele não representa o povo de Florianópolis, que tenho certeza que possui outro pensamento e fica feliz em ver outras regiões do estado crescerem e indiretamente evitarem maiores fluxos migratórios para a região metropolitana da capital. Mas a mente do Cacau Menezes parece ser restrita a Florianópolis, afinal é um absurdo que uma cidade do interior consiga sediar um evento mundial, enquanto a capital com suas 42 praias não recebe nem competição de caiaque.

Itajaí cresce com força própria, com a força de um povo que acolhe brasileiros de todos os cantos para trabalhar, gerar renda, empregos e qualidade de vida. Não sou anti-Globo, anti-RBS, ou algo do tipo, mas é fato que aqui é uma das poucas regiões que o grupo tem menos influência, justamente porque a força local é mais representativa. Será que foi a falta de dinheiro público na RBS, que comumente o recebe, que motivou a crítica? Não sei, prefiro acreditar que seja apenas provincianismo mesmo.

Fica tranquilo Cacau, pois realizaremos um evento esportivo histórico em Itajaí, com cobertura mundial de CNN e BBC, além de espetáculos musicais e culturais aliados aos encontros de negócios dos empresários que já fazem de Itajaí o 2° maior PIB de Santa Catarina, a frente de Florianópolis. Ora essa! 

26 de janeiro de 2012

"Reprovado no Enem"

Texto escrito por José Serra, candidato a Presidente da República em 2002 e 2010, publicado no Estadão em 26 de janeiro de 2012.


"O Enem — Exame Nacional do Ensino Médio — foi criado pelo ex-ministro da Educação Paulo Renato de Souza, em 1998, como parte de um esforço para melhorar a qualidade das escolas desse ciclo educacional. Para isso, precisava de um instrumento de avaliação do aproveitamento dos alunos ao fim do terceiro ano, com o propósito de subsidiar reformas no sistema. Iniciativas desse tipo também foram adotadas nos casos do ensino fundamental e do universitário. Nada mais adequado do que conhecer melhor o seu produto para adotar as terapias adequadas. O principal benefício para o estudante era avaliar o próprio conhecimento.

O Enem é uma prova voluntária e de caráter nacional. As questões são as mesmas em todo o Brasil. Sua expansão foi rápida: até 2002, cerca de 3,5 milhões de alunos já tinham sido avaliados. Note-se que Paulo Renato chegou a incentivar que as universidades levassem em conta o resultado do Enem em seus respectivos processos seletivos. Em 2002, 340 instituições de ensino superior faziam isso.

Ainda que o PT e seus sindicatos tivessem combatido o Enem, o governo Lula o manteve sem nenhuma modificação até 2008, quando o Ministério da Educação anunciou, pomposamente, que ele seria usado como exame de seleção para as universidades federais, o que “acabaria com a angústia” de milhões de estudantes ao por fim aos vestibulares tradicionais.

A partir dessa data, dados os erros metodológicos, a inépcia da gestão e o estilo publicitário (e só!) de governar, armou-se uma grande confusão: enganos, desperdício de recursos, injustiças e, finalmente, a desmoralização de um exame nacional.

Fernando Haddad: do fracassado ENEM
para a disputa pela prefeitura de São Paulo
O Enem, criado para avaliar o desempenho dos alunos e instruir a intervenção dos governos em favor da qualidade, transformou-se em porta de acesso — ou peneira — para selecionar estudantes universitários. Uma estupenda contradição! Lançaram-se numa empreitada para “extinguir os vestibulares” e acabaram criando o maior vestibular da Terra, dificílimo de administrar e evitar falhas, irregularidades e colapsos. A angústia de milhões de candidatos, ao contrário do que anunciou o então ministro, Fernando Haddad, cresceu em vez de diminuir. E por quê?

Porque a um engano grave se juntou a inépcia. Vamos ao engano. Em 2009, o Enem passou a usar a chamada “Teoria de Resposta ao Item” (TRI) para definir a pontuação dos alunos, tornados “vestibulandos”. Infelizmente, recorreu-se à boa ciência para fazer política pública ruim. A TRI mede a proficiência dos alunos e é empregada no Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica) desde 1995, prova que não seleciona candidatos – pretende mostrar o nível em que se encontra a educação, comparar as escolas e acompanhar sua evolução, para orientar as políticas educacionais.

Como o Enem virou prova classificatória, o uso da TRI, que não confere pontos aos alunos segundo o número de acertos (Teoria Clássica dos Testes – TCT), renovou a “angústia”. O “candidato” não tem ideia da pontuação que lhe vão atribuir porque desconhece os critérios do examinador. Uma coisa é empregar a TRI para avaliar o nível dos jovens; outra, diferente, é fazer dela um mistério que decide seu destino. Na verdade, o “novo” Enem passou a usar a TRI para, simultaneamente, selecionar alunos, avaliar o desempenho das escolas, criar rankings, certificar jovens e adultos que não completaram o ensino médio e orientar o currículum desse ciclo. Não há exame no mundo com tantas finalidades discrepantes.

A Teoria Clássica dos Testes não distingue o acerto derivado do “chute” daquele decorrente da sabedoria. A TRI pode ser mais apropriada como forma de avaliar o nível da educação, mas, como critério de seleção, vira um enigma para os candidatos. Os vestibulares “tradicionais”, como a Fuvest, costumam fazer sua seleção em duas etapas; uma primeira rodada com testes e uma segunda com respostas dissertativas — que não comportam o chute.

O Enem-vestibular do PT concentrou, ainda, na prova de Redação a demonstração da capacidade argumentativa do aluno. Além de as propostas virarem, muitas vezes, uma peneira ideológica, assistimos a um espetáculo de falta de método, incompetência e arbítrio. O país inteiro soube de um aluno da escola Lourenço Castanho, em São Paulo, que recorreu à Justiça e sua nota, de “anulada”, passou para 880 pontos — o máximo possível é mil. Outro, ao receber uma explicação sobre seus pontos, constatou um erro de soma que lhe roubava 20 pontos. Outros 127 estudantes conseguiram ter suas notas corrigidas. Atentem para a barbeiragem técnica: nos testes, recorre-se à TRI para que o “chute” não tenha o mesmo peso do acerto consciente, mas o candidato fica à mercê de uma correção marcada pelo subjetivismo e pelo arbítrio.

É conhecida também a sucessão de outros problemas e trapalhadas: quebra do sigilo em 2009, provas defeituosas em 2010 e nova quebra de sigilo em 2011. Além disso, os estudantes que, via Justiça, cobram os critérios de correção das redações, costumam receber mensagens com erros grotescos de português. Todos nós podemos escorregar aqui e ali no emprego da norma culta. Quando, porém, um candidato questiona a sua nota de redação e recebe do próprio examinador um texto cheio de erros, algo de muito errado está em curso.

Se o MEC queria acabar com os vestibulares, não poderia ter criado “o” vestibular. Se o Enem deve ser também uma prova de acesso à universidade, não pode ser realizado apenas uma vez por ano — promete-se duas jornadas só a partir de 2013. A verdade é que o governo não criou as condições técnicas necessárias para que a prova tivesse esse caráter. A quebra de sigilo em 2011 se deu porque questões usadas como pré-testes foram parar na prova oficial. O banco de questões do Enem não suporta a demanda. O PT se esqueceu de cuidar desse particular no afã de “mostrar serviço” — um péssimo serviço!

O ex-ministro Haddad, antes de deixar o cargo, fingiu confundir a crítica que fizeram a seu desempenho com críticas ao próprio Enem, o que é falso. Talvez seu papel fosse mesmo investir na confusão para tentar apagar as pegadas que deixava. O nosso papel é investir no esclarecimento."

25 de janeiro de 2012

Para refletir

Hoje cedo eu estava dando uma lida numa apostila preparatória para concurso público e deparei-me com uma bela reflexão sobre o ser humano. 

"O homem é social não porque ele é racional e humano, mas ao contrário, ele é racional e humano porque é social. Fora da sociedade ele é irracional, pois no indivíduo isolado os afetos e as paixões predominam sobre a razão. O homem, por natureza, não é bom nem mal. São as circunstâncias sociais e a educação (que é um fato tipicamente social), que o transformam em bom ou mal cidadão.
Existem pessoas boas, generosas, mas se elas estiverem isoladas da sociedade, em circunstâncias excepcionais, não se sabe onde vai parar a sua bondade. São capazes de matarem umas às outras, pois quintessência do ser humano é a sobrevivência individual.
O indivíduo é egoísta por natureza. É a sociedade que lapida esse egoísmo e o transforma em altruísmo, desenvolvendo por si próprio o homem, o senso ético para com os seus relacionamentos."
Faz muito sentido. Se todos fossem mais altruístas e éticos, a sociedade seria outra. Pense nisso!